Cada remédio tem uma utilidade, portanto, os pacientes devem estar cientes que um perigo da automedicação é criar resistência ao medicamento, o que significa que ele não fará o efeito desejado. Esse é um perigo da automedicação, pois o paciente fica exposto a reações imprevisíveis. Os médicos devem reforçar esse fato e incentivar a busca por informação segura antes de se medicar. Um sintoma comum como a dor abdominal faz parte de vários quadros de saúde que vão desde problemas simples de tratar (má digestão, prisão de ventre ou excesso de gases) até os que exigem tratamento complexo e contínuo (disfunções no fígado, vesícula, bexiga etc.).
Eles estão trabalhando em programas que buscam conscientizar as pessoas sobre os riscos da automedicação e sobre a importância do tratamento adequado. Esse modelo de abordagem engloba aspectos como o uso seguro e racional, o acompanhamento da terapia e a continuidade do cuidado. Essa integração possibilita um monitoramento mais eficaz da evolução do paciente, fornecendo informações que podem ser usadas para ajustar o tratamento e melhorar os resultados em saúde. Com esse modelo, o foco passa a ser um cuidado mais holístico, que leva em conta não apenas a eficácia do medicamento, mas também a adesão do paciente ao tratamento e sua qualidade de vida. Segundo Castro et al. (2006), a automedicação é uma prática cultural que se manifesta em todas as classes sociais e é incentivada pela familiaridade das pessoas com certos medicamentos, que são amplamente divulgados e acessíveis.
“No meio da noite, o cortisol deve estar em níveis baixos para que o cérebro entre nas fases de sono profundo e REM (movimento rápido dos olhos). Esta é a parte da noite em que sonhamos e que tem uma influência fundamental na memória, na criatividade e no equilíbrio emocional.” O blog Vida Saudável é uma iniciativa do Einstein Hospital Israelita.O objetivo é democratizar o acesso à informação correta e confiável sobre saúde. Há também o grupo dos medicamentos genéricos, que são destacados com uma tarja na cor amarela. Já algumas ervas podem causar um ‘efeito serotoninérgico’ no organismo – ou seja, o aumento da serotonina, conhecida como ‘hormônio da felicidade’, em níveis tóxicos.
Com muito esforço, adormece por volta das cinco, e quando o despertador toca às seis e meia, sente-se pior do que antes de deitar. De acordo com um estudo publicado na Sleep Epidemiology em 2022, essa é a realidade de 65% dos brasileiros. Tomar medicamentos em excesso ou de forma incorreta pode causar sintomas como náuseas, convulsões ou pode chegar até a levar à morte.
Outro aspecto relevante é o papel do farmacêutico na prevenção do uso de medicamentos em grupos vulneráveis, como crianças e idosos, que são particularmente suscetíveis aos efeitos adversos da automedicação. Esses profissionais são uma peça-chave no controle do uso indevido de medicamentos, pois estão em contato direto com os pacientes e podem fornecer orientações essenciais sobre o uso correto dos fármacos. Souza (2022) defende que a promoção do uso racional de medicamentos deve ser uma prioridade dos farmacêuticos, que têm a responsabilidade de educar o público sobre os perigos da automedicação e garantir que os medicamentos sejam dispensados de maneira segura. A atuação do farmacêutico é indispensável para a proteção da saúde pública, especialmente em contextos onde o acesso aos serviços médicos é limitado e a automedicação surge como uma solução fácil, porém arriscada.
A conscientização sobre os riscos da automedicação deve ser uma tarefa conjunta entre os profissionais de saúde e as autoridades sanitárias. As campanhas educativas são um importante instrumento para informar a população sobre os perigos dessa prática e sobre a importância de consultar um médico antes de tomar qualquer medicamento. Além disso, como Costa (2021) afirma, é necessário que a sociedade desenvolva uma cultura de saúde que valorize o papel do profissional farmacêutico como um agente de prevenção, e não apenas como um dispensador de medicamentos. O aumento da resistência bacteriana é outro problema que está diretamente relacionado à automedicação, especialmente no caso de antibióticos. O uso indiscriminado de antibióticos sem a orientação de um profissional de saúde favorece o desenvolvimento de cepas bacterianas resistentes, tornando o tratamento de infecções cada vez mais difícil e oneroso para o sistema de saúde.
Dados do Sistema Nacional de Informações Tóxico-Farmacológicas (Sinitox) consistentemente apontam os medicamentos como uma das principais causas de intoxicação no Brasil. “De maneira geral, a desinformação da população pode acarretar na piora de muitas doenças e, até mesmo, na cronicidade delas, o que pode ser evitado se eliminarmos a cultura da automedicação. Isso é possível por meio da informação correta propagada não apenas por nós profissionais de saúde, como por educadores, imprensa, entre outros”, defende Roberta. Ainda segundo a OMS, a automedicação é mais frequente em casos de dor de cabeça, gripe, resfriado, febre e dores musculares.
Quais os principais riscos da automedicação?
- Um artigo de 2019 na Revista JRG de Estudos Acadêmicos destacou que a ingestão de analgésico sem orientação tem ocasionado um crescimento da dependência desse remédio.
- Só um profissional poderá avaliar se aquele remédio é o mais adequado para o caso”, afirma.
- Através de uma atuação proativa, os farmacêuticos se posicionam como educadores e orientadores, promovendo o uso racional de medicamentos e contribuindo para a redução de problemas graves como intoxicações, reações adversas e resistência bacteriana.
- A orientação do conselho é que o descarte dos medicamentos vencidos ou em desuso deve ser feito nos descartômetros, que são pontos de coleta apropriados que ficam nas farmácias ou unidades de saúde.
- Isso pode até aumentar o risco para os usuários, que podem acabar com a recusa de atendimento em fins para que os pacotes de medicamentos possam ser reabertos.
Os autores reforçam que os dados foram ajustados para minimizar fatores de confusão, como histórico familiar, nível socioeconômico e condições pré-existentes. Na maioria dos casos, as pessoas conservam em suas casas vários medicamentos, como se fosse um pequena farmácia. O risco da permanência de medicamentos em casa está no fato de que pode ocorrer ingestão acidental por crianças, além de o armazenamento poder diminuir a eficiência do produto.
Isso pode levar a um ciclo de uso abusivo, onde o indivíduo passa a consumir quantidades cada vez maiores da substância para obter o mesmo efeito. Ferreira e Costa (2021) alertam para o fato de que a automedicação com analgésicos, em particular, tem contribuído para o aumento dos casos de dependência, um problema que necessita de atenção especial dos profissionais de saúde. Um dos grandes desafios na prevenção da automedicação é a percepção de que esta prática não é nociva. O ato de ingerir medicamentos por conta própria é muitas vezes visto como uma forma de solucionar rapidamente problemas de saúde, sem a necessidade de consultar um médico. O informativo da BVS pontuou que todo medicamento possui possíveis riscos por conta de seus efeitos colaterais.
Existe uma maneira adequada para uso de medicamentos para dor de cabeça ou outras dores no corpo?
Isso leva à prescrição desnecessária, principalmente em casos de febre baixa, gripes ou resfriados, causados por vírus e não respondem a esse tipo de medicamento”, disse. Muitas pessoas fazem uso indiscriminado de remédios sem conhecer os reais riscos da automedicação. Os líderes no ranking da automedicação são os anti-inflamatórios e analgésicos, especialmente aqueles que aliviam dores de cabeça e coluna.
Naquela época, os responsáveis pela saúde eram os boticários, prescrevendo receitas sem base científica para a população. Séculos depois, muitos brasileiros vão diretamente às farmácias em busca de soluções para diversos sintomas e problemas de saúde. No entanto, a automedicação, além de ser uma prática cultural, contribui para a morte de cerca de 20 mil pessoas anualmente no país, conforme dados da Associação Brasileira das Indústrias Farmacêuticas (Abifarma) (CORREIO BRAZILIENSE, 2010).
Classificação dos medicamentos
O farmacêutico tem uma função central na cadeia de cuidados à saúde, sendo responsável não apenas pela dispensação dos medicamentos, mas também pela orientação dos pacientes sobre o uso correto dessas substâncias. O papel do farmacêutico, portanto, vai além da simples entrega de medicamentos; ele é um educador em saúde, contribuindo diretamente para a redução de complicações decorrentes da automedicação. Automedicação é a prática de usar medicamentos sem a orientação ou prescrição de um profissional de saúde qualificado, como um médico. Essa prática, embora possa parecer uma solução rápida para alívio de sintomas, pode ter consequências graves, incluindo agravamento da doença, reações alérgicas, dependência e até intoxicação. Por isso, durante todo o mês de maio, ações de conscientização estão sendo promovidas em alusão ao Dia Nacional do Uso Racional de Medicamentos, celebrado especificamente nesta segunda-feira, 5 de maio, pelos Conselhos Regionais de Farmácia de todo Brasil. A automedicação interesse gravidez pode levar a problemas graves para a saúde pública e ao sistema de saúde.
Essa prática se torna ainda mais preocupante quando consideramos que muitos medicamentos são consumidos de forma inadequada, seja pela dosagem incorreta ou pela utilização em situações onde o medicamento não é necessário. Em muitos casos, os indivíduos recorrem à automedicação devido à dificuldade de acesso a serviços de saúde, o que acaba por reforçar esse comportamento prejudicial. Embora para algumas pessoas a automedicação seja uma forma significativa de autocuidado, ela apresenta riscos. Utilizar medicamentos sem a orientação de um médico ou farmacêutico pode resultar em sérias consequências para a saúde, tanto individual quanto coletiva. Para reduzir essa prática, o pediatra defende estratégias como a educação contínua de profissionais de saúde, a explicação clara aos pais sobre a diferença entre infecção viral e bacteriana, e até a conduta do “esperar e observar”, quando a segurança do paciente permite.