Quais os produtos mais vendidos nas sex shops?

Quais os produtos mais vendidos nas sex shops?

Existem várias possibilidades para a MEI atuar no mercado erótico e aproveitar o crescimento da área. “Vimos um fenômeno interessante, dos empresários se ajudando, e cada vez mais unidos para se manterem vivos na economia”, observa a especialista. Um dos exemplos citados pela especialista foi o da empreendedora Camila Reis, dona da Milla SexCoach e Sex Shop, de Assis (SP). Ela passou a oferecer consultorias online de como decorar a casa para parecer um motel e conseguiu aumentar as vendas de artigos para ambientação sensual.

Como o MEI pode atuar no mercado erótico

Cosméticos voltados a higiene e hidratação da região íntima, por exemplo, vêm em embalagens sem cores ou imagens que remetam à sexualização do corpo feminino. Para completar, redes sociais como Instagram e Facebook são excelentes canais de venda para produtos eróticos. Lembrando que ele serve apenas para quem vai abrir uma sex shop e vender produtos diretamente para o consumidor final. Além disso, é uma ótima área para vender online, pois boa parte dos clientes prefere uma entrega discreta em vez da compra em lojas físicas. Como vimos, o mercado erótico está em plena expansão e é marcado pela presença de microempreendedores.

Sex shops virtuais

“Falamos muito das novas gerações, mas também temos um público mais maduro que começa a se interessar e até a mudar a forma como enxerga a sexualidade e o prazer”, afirma Heloisa Etelvina, uma das cofundadoras da companhia. “Para os consumidores, a pornografia está introjetada, é como se fosse uma coisa do dia a dia. Por isso, as pessoas querem a coisa do sexo real pênis realistico [quando assistem].” Além disso, foram elencados os principais fatores que levam os consumidores a se engajar em determinado conteúdo pornô. “O metaverso, as realidades virtual e ampliada e a tecnologia vestível têm muito potencial e podem ser explorados na sexualidade remota. Nos ambientes virtuais as pessoas podem viver experiências que não se permitiriam antes”.

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Já o Share Your Sex é focado no público feminino e leva a mesma ideia de fornecer áudios que ativem os desejos das mulheres. Os planos vão de R$ 9 por semana a R$ 139 no pacote anual e contam com masturbação guiada, meditação, áudios eróticos e dicas de uso de brinquedos, produtos, entre outros assuntos. Com a pandemia da Covid-19 o setor erótico vive seu apogeu, uma vez que mais pessoas estão restritas em casa e sem sair para encontrar parceiros sexuais.

Outro case mencionado por Aguiar foi o de Cláudia Petry, fundadora da Sussurra Boutique, em Joinville (SC), que realizou um bazar erótico pelo WhatsApp e faturou mais de R$ 6 mil em apenas três horas. De acordo com Marina Ratton, cofundadora e presidente na Feel e Lilit, parte do crescimento do mercado acontece exatamente pelo avanço em soluções que correspondam às expectativas e necessidades específicas do público que tem vulva. Para Karla Mendes, coordenadora da pesquisa, “tanto homens quanto mulheres estão falando de pornografia de maneira igual”.

Quem quer empreender no setor pode apostar em lojas de brinquedos sexuais, roupas eróticas, aplicativos de encontros, e-books e até mesmo sites com áudios que servem para ativar o prazer das pessoas. No Brasil, há uma plataforma chamada Omens que oferece serviços de urologia e psicologia para tratar disfunções sexuais. “Há espaço tanto para saúde quanto para educação sexual, que também ajuda a desconstruir o conceito de masculinidade tóxica”, diz Cabral, da Tech4Sex. Antes de criar o Muito Prazer.Club, em janeiro deste ano, Tâmara Wink, 40, consultou um grupo que reunia 160 clientes em potencial e percebeu um desconforto delas com a forma que os produtos eram vendidos na maioria das sex shops. “O segmento de sexual wellness é um mercado de mulheres para mulheres”, afirmou Chris Marcello, fundadora da Sophie Sensual Feelings, em entrevista à Forbes. As brasileiras estão entre as mais bem-sucedidas no promissor mercado de sexual wellness, que tem uma visão mais ampla do sexo, focando no chamado bem-estar sexual.

Outros 34,3% ainda estão tentando adaptar o negócio ao novo cenário e um dos maiores desafios é o atendimento. Segundo o levantamento, o número de empreendedores que atuam no setor triplicou em 2020, em relação ao ano anterior. As maiores motivações apontadas para a migração foram a redução de postos de trabalho e a impossibilidade de exercer algumas atividades informais durante o período de isolamento social. Como se não fosse o bastante para a felicidade da fundadora, Marina Ratton revela também ter sido aprovada no GB Ventures, programa de aceleração de startups do Grupo Boticário.

Em junho deste ano, recebeu mais de R$ 1 milhão em investimento com a entrada do novos sócios. Chiara Luzzati está entre na lista Forbes Under 30, que elenca os jovens com menos de 30 anos que se destacaram em seus setores de atuação. Em meio à pandemia, em 2020, ela criou a Lubs, que hoje já tem 12 unidades com produtos livre de sulfatos, parabenos e petrolatos, sem teste em animais e sem gênero. A dificuldade de encontrar produtos de qualidade e que atendessem seus anseios quando eram um casal, fez a dupla de mineiras criar a própria sextch em 2016. Ambas estão na lista de mulheres que atingiram sucesso combinando tecnologia e inovação em produtos com fórmulas naturais. Além disso, o consumidor prefere a comodidade de comprar online e receber seus produtos de forma discreta, já que se trata de uma intimidade.

Talvez a empresa mais recente do segmento, a Feel foi fundada em outubro de 2020 e esgotou os estoques de produtos nas primeiras duas semanas de lançamento. “Fiz uma programação para três meses de vendas, mas acabou tudo, cerca de 500 produtos, em apenas duas semanas”, conta Marina Ratton. Para ela, esse sucesso é fruto de meses de conversas com mulheres que conheceu no programa de aceleração de startups B2 Mamy, focado em empreendedorismo feminino. Nem precisei de investimento com influencers, o marketing foi no famoso boca a boca”, brinca. Segundo Paula Aguiar, pesquisadora e consultora do mercado erótico, esses produtos deixam de servir apenas para o prazer e passam a tratar da saúde e do bem-estar de forma geral.

Hoje, o bem-estar sexual é uma pauta comum, e os produtos e serviços ligados a esse universo estão cada vez mais populares. Então, é claro que vale a pena abrir um sex shop sendo MEI, se você busca uma oportunidade de conquistar sua independência financeira em um setor promissor. Mesmo antes da pandemia, o setor já faturava mais de R$ 2 bilhões anuais e vinha crescendo ano após ano, segundo uma pesquisa do Portal Mercado Erótico publicada na CNN Brasil.

Os principais públicos que impulsionaram o setor foram casais que passaram a conviver mais intensamente na quarentena e solteiros que aproveitaram o isolamento para explorar sua sexualidade. Os velhos tabus sobre sexualidade estão ficando para trás e abrindo espaço para um setor promissor, cheio de oportunidades de negócio. O mercado erótico pode não ser a sua primeira ideia de empreendedorismo, mas está valendo muito a pena atualmente. Em 2021, cerca de 81,6% dos entrevistados acreditam que vão crescer mais, sendo que 40% apontam para uma média de 20% a 30% de expansão.

Segundo uma pesquisa do Portal Mercado Erótico divulgada na PEGN, o número de empreendedores que atuam no setor triplicou, chegando a 100 fornecedores, 9 mil pontos de vendas e 50 mil vendedores. O mercado erótico vem crescendo na mesma velocidade em que os tabus são quebrados na sociedade. Dissolvendo eventuais estereótipos, a clientela da loja é formada majoritariamente por mulheres casadas, de classe social alta, na faixa dos 40 anos. Ao contrário do que muitos imaginam, o objetivo não é substituir o parceiro, mas temperar o relacionamento. Nesses lugares o clima de clandestinidade dá lugar a ambientes bem iluminados, com muitas plumas e paetês, lingeries de todos os modelos e vendedoras dispostas a ouvir atentamente qualquer dúvida – e esclarecê-la. É assim na Revelateurs, inaugurada em 2000 por Ana Maria Faro, em Moema, bairro de classe média de São Paulo.

A Pantynova nasceu com a proposta de empoderar mulheres e pessoas LGBTQIA+ por meio de produtos eróticos, iniciando suas atividades em 2018 com a produção de strap-ons (cintas penianas) e dildos (peças fálicas sem vibração). São textos, imagens, vídeos e outras mídias que ensinam o consumidor a utilizar os produtos, promovem a educação sexual e valorizam a busca do prazer solo ou a dois. Vender pela internet no mercado erótico é um grande negócio, pois você tem custos muito menores do que os de uma loja física e alto potencial de lucro. Os clientes de sex shops são muito abertos a novidades e estão sempre em busca de produtos inovadores. Prova disso é que muitas pessoas começam a atuar com a venda de produtos eróticos como forma de ganhar renda extra. Durante a pandemia do coronavírus, o salto nas vendas do mercado erótico foi de impressionantes 475%, segundo um levantamento das plataformas Zoom e Buscapé publicado na CNN Brasil.


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